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"O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito"(Jo 3.8).

domingo, 3 de abril de 2011

APÓSTOLOS? HOJE?




O rev. Augustus Nicodemus Lopes, sempre que pode nos faz uma visita a nossa igreja, é uma benção!!! por isso resolvi postar este texto espetácular, não para causar contendas no blog, mas para servir de reflexão áqueles que não abrem mão de seus "Apóstolos". Segue o texto.

Augustus Nicodemus Lopes



[Não se preocupem, o apóstolo Juvenal não existe. Também nunca tive amigo que virou apóstolo. O apóstolo Juvenal é uma personagem fictícia, embora baseada em personagens da vida real.]


Meu caro Juvenal,


Espero que você se lembre de mim, o Augustus Nicodemus, seu colega de turma do seminário presbiteriano (talvez você se lembre pelo apelido "Brutus" que eu odiava...!). Faz uns 20 anos que não temos contato. Só recentemente consegui seu e-mail, com o Mário, nosso amigo comum.



Desculpe não lhe tratar como "apóstolo". Você sabe, desde os tempos do seminário, que minha opinião é que os apóstolos constituíram um grupo único e exclusivo na história da Igreja e que hoje não existem mais. Qual não foi a minha surpresa quando me deparei com seu programa de televisão e com você se apresentando como "apóstolo" Juvenal! Eu não sabia que você tinha deixado o pastorado em nossa denominação, montado uma comunidade e adquirido esse título de "apóstolo", o qual, como já disse, não consigo reconhecer como legítimo.

Você sabe que para nós, cristãos históricos reformados, os apóstolos de Jesus Cristo tiveram um papel crucial e extremamente relevante na fundação da Igreja cristã. É um cargo, um ofício, tão sério e fundamental, que ver pessoas usando esse título nos dias de hoje causa um grande desconforto, uma profunda perplexidade e tristeza inominável. Não consigo imaginar uma banalização maior do que essa. Não que você seja uma pessoa indigna, pífia, pérfida ou mesquinha -- não se trata disso. Eu sentiria a mesma coisa se o próprio Calvino resolvesse usar esse título para si.


Não sei o que se passou por sua cabeça para que você, que conhece a Bíblia e a história da Igreja, resolvesse virar um "apóstolo" e montar sua própria comunidade. Pelo seu programa de televisão, ficou patente para mim que você adotou os cacoetes, o linguajar e as idéias que são próprias dos outros "apóstolos" que já estão por ai há mais tempo que você. Valendo-me da nossa amizade dos tempos de seminário, resolvi escrever-lhe e tirar as dúvidas, perguntar diretamente a você, para não ficar imaginando coisas.



1) Quem foi que lhe conferiu esse status, Juvenal? Refiro-me ao título de "apóstolo". Nas igrejas históricas ninguém toma para si o cargo, a função e o título de diácono, presbítero, pastor. São títulos concedidos por essas igrejas a pessoas que elas reconhecem como vocacionadas e aptas para a função. Não sei quem lhe conferiu esse título de "apóstolo". Ouvi falar que existe um conselho de apóstolos no Brasil, ligado a outros conselhos similares no exterior, que é quem ordena e investe os apóstolos no Brasil. Mas, pergunto, quem ordenou, investiu e autorizou os membros desse conselho de apóstolos? Em algum momento, chegaremos ao ponto em que alguém se autonomeou apóstolo, já que esse título e ofício deixaram de existir na Igreja Cristã desde o século I. Os apóstolos de Cristo não deixaram sucessores que por sua vez fizessem outros sucessores, numa corrente ininterrupta até os dias de hoje. Só quem reivindica isso é o Papa e nós não aceitamos essa reivindicação -- aliás, esse foi um dos motivos da Reforma protestante ter acontecido. Por isso, considero a utilização do título "apóstolo" hoje como uma usurpação, uma apropriação indevida dentro da Igreja de uma função histórica que não mais existe.



2) Fala sério, Juvenal, você acha mesmo que é um apóstolo? Quando você usa esse título para si, você está se igualando aos Doze Apóstolos e a Paulo, ou simplesmente usa o termo no sentido de "enviado, missionário", que é o sentido básico da palavra no grego? Se for nesse último sentido, fico menos consternado. Há outras pessoas na Bíblia que são referidas como apóstolos, além dos Doze e Paulo, como Tiago, irmão do Senhor (Gálatas 1:19; mas veja 1Coríntios 9:5 onde Paulo distingue entre apóstolos e os irmãos do Senhor) e Barnabé (Atos 14.14). O sentido aqui é quase sempre de enviado de igrejas locais, missionário, para usar o termo mais popular. Todavia, esse uso é secundário e desconhecido pelas igrejas modernas. Quando se fala em "apóstolo", as pessoas imediatamente associam o termo a Pedro, Tiago, João, Paulo, etc. Usar o título "apóstolo" hoje é igualar-se a eles ou, no mínimo, causar confusão na mente das pessoas. Você acredita mesmo que é um apóstolo como Paulo, Pedro, João, Mateus, André, Felipe, etc.?

3) Se você acredita, então minha próxima pergunta é essa: você viu Jesus ressurreto? Ele lhe apareceu e lhe comissionou como apóstolo? Pois foi assim que ele fez com os Doze e com Paulo. Todos eles foram chamados diretamente por Jesus e o viram depois da ressurreição. Se você disser que Jesus lhe apareceu e lhe comissionou, pergunto ainda como fica a declaração de Paulo em 1Coríntios 15:8, "e, afinal, depois de todos, [Cristo] foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo"? Ele está defendendo que Jesus apareceu a várias pessoas, depois da ressurreição, e "afinal, depois de todos" apareceu a ele. Literalmente, no grego, Paulo está dizendo que "por último de todos" (eschaton de pantwn) Cristo apareceu a ele. Ou seja, Paulo entendia que a aparição do Cristo ressurreto a ele era a última de uma seqüência. É assim que os cristãos históricos sempre entenderam. Se a condição para ser apóstolo era ter visto Jesus ressurreto, conforme Pedro declarou (Atos 1:22; veja também 1Coríntios 9:1), então Paulo foi o último apóstolo. Desculpe, não creio que Cristo lhe apareceu no corpo da ressurreição. Se você disser que sim, prefiro acreditar em Paulo, de que ele foi o último.


4) Você acha, sinceramente, que usar esse título de alguma forma vai ajudar a Igreja? Em que sentido? Veja só, grandes líderes da Igreja, através de sua história, pessoas que deram contribuições duradouras na área de teologia, missões, social, nunca buscaram esse título. Nem mesmo aqueles grandes homens de Deus que viveram na época imediatamente após os apóstolos e que foram discípulos deles, como Papias e Policarpo. Outros, como Agostinho, Calvino, Lutero, Wesley, Spurgeon, e os grandes missionários como Carey, jamais arrogaram para si essa designação. Se alguém teria esse direito, depois dos apóstolos, seriam eles, e não pessoas como você e outros que se apropriaram desse título, e cuja contribuição para a Igreja cristã é mínima comparada com a contribuição deles.




5) Outra pergunta. Pelo que entendi, você é o fundador e presidente dessa igreja "Igreja Apostólica Global da Misericórdia de Deus". Como você concilia isso com o fato de que os apóstolos de Cristo não se tornaram donos, presidentes, chefes e proprietários das igrejas locais que eles fundaram? Eles eram apóstolos da Igreja de Cristo, da igreja universal, e não de igrejas locais. A autoridade deles era reconhecida por todos os cristãos de todos os lugares. Aonde eles chegavam eram recebidos como emissários de Cristo, com autoridade designada por ele. A prova disso é que os escritos deles, como os Evangelhos e as cartas, foram recebidos por todas as igrejas como Palavra de Deus e autoritativas em matéria de fé e prática, foram organizadas e colecionadas naquilo que hoje conhecemos como o cânon do Novo Testamento. Pergunto, então: quem reconhece sua autoridade como apóstolo? As igrejas cristãs do Brasil ou somente sua igreja local? Seus escritos, seus sermões -- eles são recebidos como Palavra infalível e autoritativa da parte de Deus em todas as igrejas cristãs ou somente na sua igreja local?


6) Juvenal, pelo que me recordo de você, você sempre foi uma pessoa com dificuldades de relacionamento com as autoridades. Lembra daquela suspensão que você pegou no seminário por desacato ao diretor e ao capelão? Para não mencionar as brigas constantes que você tinha em sala de aula com os professores, não por causa dos conteúdos, mas porque você insistia em questionar, às vezes até zombeteiramente, a autoridade deles em sala de aula. Lembrando-me desse traço da sua personalidade e do seu caráter, até que posso entender o motivo pelo qual você resolveu abandonar o sistema conciliar da nossa denominação e fundar uma outra, onde você é o chefe supremo. Imagino que você não presta contas a ninguém da sua conduta, do que ensina e de como usa os recursos financeiros que arrecada. Afinal de contas, acima dos apóstolos só Jesus Cristo, e pelo que sei, ele não emite nada-consta nessas áreas...


7) Uma última pergunta e depois vou lhe deixar em paz. Você faz os mesmos milagres que os apóstolos fizeram? Não me refiro a curas em massa de pessoas que não têm CPF nem endereço e que foram curadas de males internos como enxaqueca, espinhela caída, pressão alta, etc. Refiro-me à curas daquele tipo efetuadas pelos apóstolos de Cristo, de aleijados, surdos, cegos, paralíticos, cujas deformidades, endereço e identidade eram conhecidos das comunidades. Refiro-me às ressurreições de mortos, como a ressurreição de Dorcas feita por Pedro. Você faz esse tipo de sinais? Os apóstolos não fracassaram nunca quando diziam "em nome de Jesus, levanta-te e anda". O índice de sucesso deles era de 100%. E as curas eram instantâneas e completas. Quem era cego voltava a ver completamente, e não em parte. Aleijados voltavam a andar e a pular. Você faz isso, Juvenal? Você se incomodaria em me deixar participar de uma daquelas reuniões de cura que você anuncia em seu programa, para que eu entrevistasse as pessoas que dizem ter sido curadas? Não me leve a mal, mas é que tem muita charlatanice nesse meio, muita gente que é paga para dar testemunho falso de cura, muitos que pensam que foram curados quando no máximo foram sugestionados nesse sentido. Curas reais e autênticas serão assim comprovadas por laudo médico, exames, etc. Não é que eu não creia em milagres hoje. Eu creio, sim, que Deus cura hoje em resposta às orações. Inclusive, eu mesmo já fui curado em resposta às orações. O que eu não creio é que existam hoje pessoas com o dom apostólico de curar simplesmente pelo comando verbal, e de realizar curas imediatas e completas de aleijados, cegos, surdos, paralíticos, doentes mentais, cancerosos, aidéticos, etc. Esse dom fazia parte do equipamento apostólico e servia como "credenciais do apostolado", conforme Paulo declarou aos coríntios (2Coríntios 12:12). Se você não é capaz de fazer os sinais que os apóstolos faziam, não creio que tenha o direito de se chamar de apóstolo.


Bom, não sei se você vai me responder. Fique à vontade. Eu precisava lhe perguntar essas coisas, para não ficar imaginando no coração que você é um mercenário, uma daquelas pessoas que está disposta a tudo para ganhar poder, espaço e dinheiro, mesmo que seja às custas da credulidade do povo brasileiro e em nome de Deus.


Um abraço,



Augustus

terça-feira, 15 de março de 2011

DEUS NÃO TEM PRESSA!!!


Deus não tem pressa. Aliás, desconfio que Ele não tenha relógio. Más, ao contrário do que possa parecer, a frase "deus tarda, mas não falha" também não lhe diz respeito.

Acompanhe o que talvez seja a segunda proposta de trabalho de Deus ao homem. É bom lembrar que a primeira - feita a Noé-, da idéia a realização, levou não menos do que cem anos. Agora, trata-se de um projeto novo. Uma espécie de PAC (Plano Ancestral de Crescimento) da humanidade: "Quando Abrão estava com noventa e nove anos de idade o Senhor lhes apareceu e disse: "Eu sou o Deus Todo-Poderoso; ande segundo a minha vontade e seja íntegro. Estabelecerei a minha aliança entre mim e você e multiplicarei muitíssimo a sua descendência"(Gn 17.1-2).

O leitor sabe do que Deus esta falando, e não é a primeira vez que Todo-Poderoso toca no assunto. Cinquenta anos antes, Deus havia sugerido uma mudança radical na vida do velho e manso Abraão. E, até agora, nada. Mas Deus repete as suas intenções.

Aqui, volto ao argumento inicial. Nós temos pressa - necessidade intensa de alcançar um objetivo. Não nos contentamos com o "enquanto". A travessia não nos interessa, queremos chegar "lá". No entanto, Deus não é assim. Ou você faria um contrato de longo prazo com alguém de 99 anos de idade? Mas, ao conversar com Abraão, como se fosse necessário, Deus relembra também que Ele(Deus)é. Depois, como se falasse a bando de adolescentes com hormônios á flôr da pele, reclama obediência e integridade. E, por ultimo, com fina ironia, fala dos seus planos, claro, para o futuro...

Deus não tem pressa. Melhor, Deus tem tempo. E, graças a Ele, mesmo sem saber exatamente que horas são, nós cabemos nos seus planos. Nesses dias corridos e em meio aos imprevistos, não há melhor consolo do que escutar: "Ainda dá tempo"...(Sl 90). Nas palavras de C. S. Lewis, "A Deus pertence o nosso futuro, não importa se o deixamos em suas mãos ou não".

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

PRA QUE A IGREJA EXISTE???


Pra que Jesus Cristo instituiu a sua igreja no mundo? Qual o propósito de Deus para a igreja cristã? Ao longo dos últimos dois mil anos, os cristãos ofereceram diversas respostas a esta pergunta. Já houve quem acreditasse que o propósito da igreja de Cristo era consolidar o poder do império romano, conquistar e explorar novas terras e povos, expandir os domínios dos tronos europeus, perseguir hereges, controlar o estado, promover acções sociais, construir escolas ou hospitais, impor a imoralidade cristã a uma sociedade não cristã etc. Apesar de serem diferentes entre si, todas as respostas tinham uma coisa em comum: Elas se desviavam do supremo propósito que o próprio Senhor da igreja estabeleceu pra ela- a evangelização dos perdidos.
O texto bíblico conhecido como "a grande comissão"(Mateus 28:16-20) revela que para Jesus a igreja não tinha outro propósito senão
transformar pecadores em discípulos de Cristo. Segundo o próprio Senhor, todos os recursos - materiais, humanos e espirituais - da igreja devem ser empregados na suprema tarefa de alcançar os perdidos com a mensagem do evangelho (literalmente: boa nova). Ele não deixou os discípulos escolherem o que deveriam fazer com os recursos que tinham. Pelo contrario, Jesus estabeleceu pessoalmente a prioridade da igreja: a evangelização. Quanto a suprema missão da igreja no mundo, esta passagem do evangelho oferece respostas muito claras a pelo menos quatro perguntas:

Quem deve evangelizar?

Quando Jesus reuniu seus onze discípulos (judas iscariotes já havia se suicidado), ele incumbiu todos eles da responsabilidade missionária. Jesus não dispensou Tomé, por ter duvidado; não recusou Pedro, por tê-lo negado; não preferiu João, por ser o discípulo amado. Ele delegou esta tarefa a todos os onze. Mas que isso, o livro de Atos dá provas inequívocas de que os primeiros cristãos entenderam que a responsabilidade missionária era de todos, não só dos onze. Em Atos 8; 1-4, a bíblia diz que, após o martírio de Estêvão e a consequente perseguição deflagrada contra os cristãos , a igreja teve de se espalhar pela Judeia e Samaria, ficando apenas os onze apóstolos em Jerusalém. Enquanto iam, os cristão pregavam o evangelho a onde passavam. Um pouco mas adiante em Atos 11:19-21, mais uma vez vemos todos os cristãos envolvidos na evangelização dos cidadãos da Fenícia, Chipre e Antioquia, Em 1 Pedro 3:14-15, o apóstolo de Jesus orientou todos os cristãos perseguidos, dizendo:
"...não fiquem amedrontados. Antes, santifiquem Cristo como Senhor em seu coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês". Ou seja a Evangelização deve ser encarada como responsabilidade de todos os crentes, não apenas de um grupo de pessoas vocacionadas ou especialmente treinadas para isso.

O que significa evangelizar?
O escritor e teólogo John Stott afirma que
"Evangelizar é tornar conhecido, em palavra e em ação, o amor de Cristo crucificado e ressuscitado no poder do Espírito Santo, afim de que as pessoas se arrependam, creiam, e recebam Cristo como seu Salvador e, em obediência, sirvam a Ele como seu Senhor na comunhão da igreja".

O chamado pacto
de Lausanne, documento elaborado em 1974, por líderes cristãos de 150 países, em Lausanne, na Suíça, define assim o termo evangelizar: "Evangelizar é propagar as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e foi ressuscitado dentre os mortos, segundo as Escrituras; e, como o Senhor que reina, Ele oferece agora o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos que se arrependem e crêem". Isto é, Evangelizar não é simplesmente propagar a crença ou ao ponto de vista de um determinado grupo religioso, mas conforme deixa claro a própria "grande comissão", é fazer discípulos de Jesus. É ensinar os pecadores a se arrepender, crer em Cristo para a salvação e obedecer a palavra de Cristo, adotando-a como suprema regra de fé e conduta.
Evangelizar significa transformar pecadores em discípulos de Jesus.

Como devemos evangelizar?
Ninguém pode ensinar aquilo que não sabe. eu, por exemplo não posso ensinar a ninguém a tocar violino, já que não sei absolutamente nada sobre isso. se evangelizar é ensinar os pecadores a se arrepender, a crer em Cristo para a salvação e obedecê-lo, deve-se exigir arrependimento, fé, (ou fidelidade), e obediência daqueles que estão incumbidos desta tarefa. Caso contrário, não estaremos habilitados para evangelizar. Não é preciso ser pastor, teólogo ou professor para fazer discípulos. Só é preciso uma coisa; ser um discípulo. A evangelização se faz; pregando o arrependimento e a fé em Jesus; pedindo uma decisão urgente pela obediência a Cristo; recebendo os convertidos como verdadeiros irmãos; apresentando a a bíblia como regra de fé e conduta, apresentando a si mesmo como bom modelo de discípulo de Jesus; e orando para que os perdidos se convertam e os discípulos cresçam á semelhança de Cristo. È assim que se evangeliza, não apenas decorando algumas
"fórmulas mágicas" de oração ou de apresentação do evangelho.

Porque devemos evangelizar?
É possível fazer a coisa certa, pelas razões erradas . Certa ocasião, o Apóstolo Paulo chegou a dizer que
"Alguns pregam Cristo por inveja e rivalidade".(Filipenses 1;15). O que era verdade na igreja dos Apóstolos, também o é atualmente. Muitos podem evangelizar por motivações absolutamente erradas ou pecaminosas . Ha quem o faça visando; expandir a influência da sua denominação, aumentar a arrecadação financeira, conseguir mas votos para determinados candidatos ou partidos políticos ou simplesmente vencer uma discussão com alguém que professa outra fé que não a cristã. Contudo, nenhuma destas razões podem ser considerada suficiente, adequada ou justificável para a evangelização. Devemos evangelizar basicamente por três motivos; primeiro, porque amamos a Deus, portanto, nosso principal desejo deve ser agrada-lo acima de tudo. Segundo, porque amamos os perdidos, portanto devemos estar sinceramente preocupados com a condição eterna deles. E terceiro, por obediência a Cristo, portanto, mesmo que não tivéssemos nenhuma outra razão para faze-lo (o que obviamente não é o caso), deveríamos evangelizar mesmo assim.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A incomparável Pessoa de Cristo !!!


Do ponto de vista bíblico-teológico, a salvação se dá por meio da fé em Jesus Cristo e é a obra que Deus realiza graciosamente no homem, libertando-o do poder e das consequências do pecado.

Essa afirmação parte do pressusposto que o ser humano tem necessidade de salvação. Pode-se perguntar, então, o porquê necessitamos de salvação. Ora segundo os ensinos das Sagradas Escrituras, o ser humano possui uma culpa que foi herdada de Adão, o pai da humanidade. Esta culpa é conhecida como "pecado imputado" ou "culpa imputada", é a culpa que todo ser humano carrega por ter participação no pecado de Adão (Rm 5:12-21). Outro problema sério do ser humano, desde Adão, é o fato de possuir uma "natureza pecaminosa", também chamada de "Natureza corrompida", "Poluição original" ou "Corrupção herdada".

Trata-se da condição em que estão todas as faculdades do homem, tornando-o incapaz de agradar a Deus. É a total falta de bem espiritual e incapacidade do homem em fazer o bem de maneira agradável a Deus. Os efeitos do pecado se estendem a todos os aspectos do ser humano, de modo que não se pode confiar em nenhuma de suas faculdades, seja razão, a vontade ou emoção, por exemplo. Não quer dizer que os homens cometam todo o mal de que são capazes, nem de é impossivel alguém praticar boas ações, mas significa que todos os aspectos da natureza humana (intectual,volitivo,moral, físico...) foram e estão contaminados pelo pecado, o que torna o homem imcapaz de se relacionar com Deus e inclinado a fazer tudo o que é reprovado aos seus olhos.

Além destes problemas, o homem também comete atos pecaminosos, ou seja, pratica pecados pessoas, que são atos e atitudes individuais que contrariam o caráter Santo de Deus, seja por omissão(não fazer o que Deus diz) ou por comissão (fazer o que Deus proíbe).
Como se vê, diante desse quadro geral em que se encontra o ser humano, ha razões de sobra para concluir que necessitamos de salvação. È por isso que Cristo se fez homem e, segundo as Escrituras, é somente por meio de seu sacrificio que a salvação pode ser alcançada. Não ha outro meio de libertação do pecado e de suas consequências, a não ser o sacrificio de Cristo. Este produz efeitos imensuráveis em favor do ser humano, dentre os quais pode-se destacar alguns, que são fundamentais para a compreensão da salvação. O primeiro, profundamente marcante, é conhecido como vicário. Entende-se que Cristo morreu no lugar dos pecadores, ou seja, ele substituiu o pecador, tirando o castigo do pecado e permitindo a imputação da sua justiça sobre tal pecador (Rm 5:6-8; Co 5:15, 21; 1Pe 3:18; 2Pe 2:21-24). A obra de Cristo também produz redenção. Cristo é o nosso redentor, ou seja, pagou o preço ou resgate para libertar o homem (Rm 3:24 ; 1Co 6:19-20; 1Pe 1:18-19; Ap 5:9). Não se pode esquecer, também, que jesus Cristo satisfez a justa ira de Deus contra os pecados humanos atravéz da sua morte (Rm 3:25-26; Hb 2:17; 1Jo 2:2). Este efeito pode ser chamado de propiciatório, pois Deus, por ter um caráter Santo, não pode deixar impune o mal, nem fingir que o mal não existe, ou que não tem importância. Sendo assim, em Cristo a justa ira de Deus foi sastifeita e o ser humano pode desfrutar dos beneficios advindos da propiciação.

Outro efeito marcante da obra de Cristo é que sua morte proporcionou a restauração da paz entre Deus e o homem, que havia sido perdida com a queda no jardim do Èdem(Rm 5:1, 10-11; 2Co 5:18-21; Ef 1:10; 2:16; Cl 1:20-22). Ele é, pois, o agente reconciliador entre Deus e o homem. Além disso, ele é o nosso justificador, pois Deus perdoa os pecados de homens e mulheres, aceitando-os como justos com base na obediência e morte redentora de Cristo como nosso representante((Rm 5:1; 3:19-26; 1Co 6:11). Isto é surpreendente! mesmo sendo injustos, Deus nos declara justos por causa da justiça de Cristo! A pessoa de Cristo é, realmente, incomparável!.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

AGRADECER PELA DOR?

Como muitos dos outros, Salmo 66 traz uma rica mensagem de louvor. Chama todos a adorarem a Deus por seus tremendos feitos e pela grandeza do seu poder. O salmista convida todos a examinarem as evidências da grandeza de Deus: "Vinde e vede as obras de Deus: tremendos feitos para com os filhos dos homens!" (vers,5), o mesmo convite que seria repetido séculos depois por Filipe quando chamou Natanael a conhecer Jesus(João 1:46). Entre as obras citadas no Salmo 66 há a salvação do Isrraelitas no mar vermelho, a chegada a terra prometida, o dominio de Deus sobre as nações e a proteção dada aos fiêis (vers.6:9). São temas importantes e comuns nos Salmos.

Nós, também, agradecemos por livramento do pecado, bênçãos recebidas e a proteção divina. Mas quando foi a ultima vez que adorou a Deus porque Ele deixou homens calvagar sobre sua cabeça? alguma vez agradeceu porque Deus deixou você cair numa armadilha, ou sofrer provações e opressões? Normalmente, agradecemos pelas coisas agradáveis e pedirmos livramento da dôr. Mas o autor do Salmo 66 agradece, também, por opressões e provações dolorosas:"Pois tu, ó Deus, nos provaste; acrisolaste-nos como se acrisola a prata. Tu nos deixaste cair na armadilha ; oprimiste as nossas costas; fizeste que os homens cavalgassem sobre a nossa cabeça; passamos pelo fogo e pela água" (vers.10:12). Motivos de adoração e agradecimento? Sim, porque o Salmista entendeu que as provações e a purificação foram necessárias para chegar ao alvo principal de todos os servos de Deus. Ele continua no versículo 12:"...porém, afinal, nos trouxeste para um lugar espaçoso". Este autor entendeu que o sofrimento faz parte da purificação necessária para ter comunhão com o Deus puro e Santo, Ele sabia que "O Senhor corrige a quem ama" (Hebreus 12:6) e que precisamos nos purificar para ficar na casa de Deus (2 Tímóteo 2:19-22).

Ao invés de sempre procurar livramento do sofrimento, devemos buscar verdadeira purificação de todo o pecado, pois a impureza impede a comunhão com Deus.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

NOTA DE FALECIMENTO!!!

Nota de Falecimento

Faleceu, na Igreja dos negligentes e frios na fé, Dona Reunião de Oração, que já estava enferma desde os primeiros séculos da era cristã.

Foi proprietária de grandes avivamentos bíblicos e de grande poder e influência no passado.

Os médicos constataram que sua doença foi motivada pela frieza de coração, devido a falta de circulação do sangue da fé.
Constataram ainda, dureza de joelhos que não dobravam mais, fraqueza de ânimo e muita falta de boa vontade.

Foi medicada, mas, erroneamente, pois lhe deram grande dose de administração de empresa, mudando-lhe o regime; o xarope de reuniões sociais sufocou-a; deram-lhe injeções de competições esportivas, o que provocou má circulação nas amizades, trazendo ainda os males da carne: rivalidades e ciúmes, principalmente entre os jovens.

Administraram-lhe muitos acampamentos, e comprimidos de clube de campo. Até cápsulas de gincana lhe deram pra tomar! RESULTADO: Morreu Dona Reunião de Oração!

A autópsia revelou falta de alimentação, com o Pão da Vida, carência de Água da Vida, e ausência de vida espiritual.

Em sua memória, a Igreja dos negligentes, situada à Rua do Mundanismo, número 666, estará fechada nos cultos de 4ª e 5ª feiras; aos domingos, haverá Culto ou escola dominical, só pela manhã, assim mesmo quando não houver feriados, emendando o lazer de sexta a segunda.

Agora, uma pergunta:

SERÁ QUE NÓS NÃO AJUDAMOS A MATAR A DONA REUNIÃO DE ORAÇÃO?!
Mensagem postada na comunidade
Programa Crescendo na Fé
do Orkut

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A GERAÇÃO DA INTERNET E O SALMO 1


Nasci em 1966, Jaboatão dos Guararapes em PE, cresci ouvindo rádio e assistindo festivais de MPB na tv , comendo bolinho e tomando coca-cola. Vieram os anos 80, com eles também apareceram as discotecas onde muitos se encontravam no clube Jaboatonense, lugar onde aconteciam os namoros entre os adolecentes. Final dos anos 80 (época em qual cheguei a SP) e começo dos anos 90 houve a explosão dos Shoppings Centers e lojas de departamentos como o Mappin, Mesbla, e Sears deram espaço para prédios enormes, com corredores espaçosos, praças de alimentação, locais para divertimento, cinema, muito luxo e muita coisa para se comprar no mesmo lugar. Ainda nos anos 90 foi criada , nos EUA, a internet, que somente anos mais tarde, especificamente final da década de 90, inicio do ano 2000, estaria por aqui. E ate hoje esta geração é conhecida como a geração da Internet. Atravez desta ferramenta a informação e os dados chegam em poucos segundos a qualquer lugar do mundo.
Para se ter uma idéia de como onegócio da Internet deu certo, do ponto de vista comercial, site YAHOO foi criado em 1995 por Jerry Yang e David Filo e está avaliado em mais de 3 bilhões de dólares; em 1998, dois amigos, sergey Brin e Lauwrence Page, criaram o Google, o maior site de busca que existe, avaliado em mais de 125 bilhões de dólares; em 2004 o turco Orkut Buyukkokten, criou um site de relacionamentos que leva o seu nome, o Orkut, e que foi vendido para a Google por 3 bilhões de dólares; em 2006 Jack Dorsey criou o Twitter, site que mostra o que voce esta fazendo em apenas 140 caracteres(letras) e que esta avaliado em 1 bilhão de dólares. Há ainda uma infinidade de outros artistas cibernéticos que tem ganhado muito dinheiro nesta geração.
Esses empresários se tornaram bilíonarios porque exploraram a sede que essa geração tem por algo" novo e dinâmico". As pessoas são constantemente desafiadas a se mexer, ou, na linguagem da net, NAVEGAR. E não há porto que lhes satisfaça, nem coisa que lhes seja interessante por mais de cinco minutos e a fome por novidades é sempre insaciável.
Por isso que a profissão do momento está relacionada, em alguma medida, a Internet . Evidentemente que tem muita coisa útil e que se pode usar também de muitas das ferramentas disponíveis na net para a vida pessoal e, especialmente, para o avanço do Reino de Deus.
Quando penso nessas coisas lembro-me do Salmo 1, e dos muitos desafios encontrados no Salmo, quero destacar três que me orientam a saber como agir diante dessa geração e dos seus macanismos. O primeiro desafio para a vida de qualquer cristão é não ser superficial. Pessoas cujo comportamento é orientado pelo entretenimento, resultam em pessoas superficiais. Assim é a grande maioria das pessoas mais respeitadas no mundo. O desafio pra mim é não imitar esse tipo de gente, cuja vida é vazia e sem sentido(v.1,4); outro desafio que o Salmo apresenta é que eu sempre devo ter consciência das minhas prioridades; a prioridade na vida do cristão é a Lei do Senhor. Esta é a bússola que define o caminho que o cristão seguirá. Não são os contatos com muitos lugares (sites) que me farão satisfeito e seguro, mas a certeza de estar sob a orientação da palavra do Senhor, por isso o Salmo nos desafia a meditar na Lei do Senhor(v.2). Isto é uma coisa muito dificil na atualidade, dedicar um tempo para ler para si mesmo a Escritura, sorvendo cada palavra que flui dela; ainda o Salmo diz que aquele que age assim (não seguindo os passos dos ímpios, meditando na Lei do Senhor), se torna refugio para os necessitados (v.3). Torna-se árvore plantada á beira d'água, com folhas verdes, dando frutos no tempo certo, que abrigará a sua sombra todo caminhante errante a procura de alimento e água. Lembremos que sempre serão as velhas verdades das Escrituras que trarão vida aos homens, e isto nunca poderá ser substituído por mecanismos "baratos" inventados por estes mesmos homens, tão carentes de sentido para suas vidas.